Diretores de Galinha Pintadinha – O Filme, participam do Festival do Rio

Em painel no RioSeminars do Rio Market, Juliano Prado e Marcos Luporini detalham os bastidores de “Galinha Pintadinha – O Filme”, orçado em R$ 35 milhões e com animação 100% brasileira.

Celebrando duas décadas de uma das franquias infantis mais influentes da cultura pop brasileira, os criadores e diretores Juliano Prado e Marcos Luporini participaram na última segunda-feira (5), no RioMarket, da palestra “Galinha Pintadinha – O Filme: os Desafios de produzir um longa de animação no Brasil”.

O encontro, que fez parte da programação do Festival do Rio, reuniu profissionais do audiovisual internacional no Rio de Janeiro para discutir a complexidade técnica e os desafios para se produzir o primeiro filme da marca em um dos projetos cinematográficos mais ambicioso da animação nacional. Com um orçamento de R$ 35 milhões e lançado nos cinemas brasileiros no dia 1º de outubro de 2026 com distribuição da Imagem Filmes, Galinha Pintadinha – O Filme foi lançado em mais de mil salas pelo país.

Durante o painel, os criadores e diretores abordaram a transição da linguagem clássica da marca e da personagem Galinha Pintadinha para uma narrativa cinematográfica completa. Entre os desafios, eles compartilharam as particularidades do processo de renderização em 3D de penas e pelos, que exigiu grande capacidade computacional. O nível extremo de detalhes, por exemplo, exigiu frames que levavam até quatro horas para serem processados.

Um ponto importante do projeto foi a atenção ao roteiro. Os diretores optaram por um roteiro focado na jornada da maternidade, coragem e aceitação a partir do mote da “troca de ovos na maternidade”, permitindo abordar temas profundos e universais, com aventura e emoção para crianças e adultos. E, pela primeira vez em 20 anos, uma novidade: a Galinha Pintadinha também ganhou voz e está falando no longa!

“Fazer cinema no Brasil é um grande desafio, por diversas questões históricas e de mercado. Queríamos que o filme tivesse a verdadeira linguagem das telas grandes de cinema, com profundidade dramática, com riqueza visual e musical, diversão, aventura, e não apenas uma extensão de um conteúdo que já fazemos diariamente, como os clipes musicais ou a série de TV da Galinha Pintadinha Mini que é mais educativa. De fato, fizemos um salto de linguagem ao adaptar a Galinha para a animação 3D, o que já por si só é um grande desafio. Enfim, foi uma jornada de superar desafios técnicos e narrativos para entregar um verdadeiro espetáculo para o público. Realizamos um sonho”, destaca Juliano Prado.

Diretores de Galinha Pintadinha – O Filme, participam do Festival do Rio